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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Galaktobureko

Galaktobureko 
 Sobremesa grega, o galaktobureko é um doce cremoso, aromático e tem uma casca bem crocante

Você precisa de:

Para o recheio:
Leite integral, 800 ml 
Ovos inteiros, 6 unidades
Gemas de 4 ovos
Açúcar refinado, 1 ½ xícara 
Semolina, 1 xícara 
Manteiga sem sal, 200 g 
Essência de baunilha, a gosto

Para a calda:
Açúcar refinado, 1 xícara 
Água, ½ xícara
Suco de limão, 1 colher (chá) 
Água de flor de laranjeira, ¼ colher (chá) 
Cravos da índia, 4 unidades
Canela, 1 pau

Para a massa:
Massa filo, q/n (comprada pronta)
Manteiga sem sal derretida

Passos:

1- Recheio: Misture os ovos, as gemas e a semolina, e reserve.
 
2- Ferva o leite juntamente com o açúcar e adicione à mistura de ovos, deixando sobrar um pouco.
 
3- Despeje, então, a mistura de volta na panela com o restinho do leite fervido, e cozinhe em fogo baixo até espessar.
 
4- Acrescente a manteiga e a essência de baunilha, cubra com filme plástico e resfrie. 
 
5- Calda: Leve o açúcar, a água, o cravo e a canela ao fogo. Junte o suco de limão e ferva por, aproximadamente, 5 minutos.
 
6- Retire do fogo e adicione a água de flor de laranjeira.
 
7- Montagem: Forre um refratário retangular com a massa filo, pincelando manteiga derretida entre as folhas.
Obs. Para o efeito de massa folhada, junte cerca de três camadas de filo.
8- Despeje o recheio frio e dobre as sobras das folhas de massa. Se necessário, use mais um pedaço de filo para cobrir o doce.
9- Agora, corte o galaktoboureko em quadrados do tamanho de uma porção e leve ao forno preaquecido a 190ºC até dourar.
 
10- Regue, por fim, com a calda ainda quente, reservando um pouco para oferecer à parte. Sirva a sobremesa em temperatura ambiente.

Broa de fubá

Broa de fubá 

Você precisa de:

  • Farinha de trigo, 700 g
    Fubá, 300 g
    Açúcar, 150 g
    Manteiga ou margarina, 100 g
    Ovos, 2 unidades
    Sal, 1 colher de chá
    Erva doce, 1 colher de sopa
    Fermento para pão, 100 g
    Água morna, 500 ml
    Fubá para polvilhar, a gosto

Passos:

1- Em um recipiente, coloque o fermento e o sal.  Dissolva os dois e reserve.
 
2- Depois, em outra tigela, despeje o fubá e a farinha de trigo peneirados. Misture bem.
 
3- Adicione a erva doce, o açúcar, a manteiga, os ovos e o fermento com água. Mexa tudo.
 
4- Sove até obter uma massa homogênea. Acrescente um pouco de farinha de trigo e deixe a massa descansar por cerca de 15 minutos.
 
5- Modele as broas em bolas de aproximadamente 350 g cada ou no tamanho que desejar. Coloque em assadeiras untadas e polvilhadas. Em seguida, polvilhe fubá e deixe dobrar de volume. Leve ao forno preaquecido a 150°C por 30 minutos. Depois, deixe a 180°C por mais aproximadamente 20 minutos.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

História da moda: anos 20- A Era do Jazz

Uma década de prosperidade e liberdade, animada pelo som das jazz-bands e pelo charme das melindrosas - mulheres modernas da época, que frequentavam os salões e traduziam em seu comportamento e modo de vestir o espírito da também chamada Era do Jazz.A sociedade dos anos 20, além da ópera ou do teatro, também frequentava os cinematógrafos, que exibiam os filmes de Hollywood e seus astros, como Rodolfo Valentino e Douglas Fairbanks. As mulheres copiavam as roupas e os trejeitos das atrizes famosas, como Gloria Swanson e Mary Pickford.
A cantora e dançarina Josephine Baker também provocava alvoroço em suas apresentações, sempre em trajes ousados
.Livre dos espartilhos, usados até o final do século 19, a mulher começava a ter mais liberdade e já se permitia mostrar as pernas, o colo e usar maquilagem. A boca era carmim, pintada para parecer um arco de cupido ou um coração; os olhos eram bem marcados, as sobrancelhas tiradas e delineadas a lápis; a pele era branca, o que acentuava os tons escuros da maquilagem.Croqui publicado na "Folha da Noite", em 16 de setembro de 1926A silhueta dos anos 20 era tubular, com os vestidos mais curtos, leves e elegantes, geralmente em seda, deixando braços e costas à mostra, o que facilitava os movimentos frenéticos exigidos pelo Charleston - dança vigorosa, com movimentos para os lados a partir dos joelhos. As meias eram em tons de bege, sugerindo pernas nuas. O chapéu, até então acessório obrigatório, ficou restrito ao uso diurno. O modelo mais popular era o "cloche", enterrado até os olhos, que só podia ser usado com os cabelos curtíssimos, a "la garçonne", como era chamado.A mulher sensual era aquela sem curvas, seios e quadris pequenos. A atenção estava toda voltada aos tornozelos.
Em 1927, Jacques Doucet (1853-1929), figurinista francês, subiu as saias ao ponto de mostrar as ligas rendadas das mulheres - um verdadeiro escândalo aos mais conservadores.Croqui publicado na "Folha da Noite", em  14 de abril de 1921A década de 20 foi da estilista Coco Chanel, com seus cortes retos, capas, blazers, cardigãs, colares compridos, boinas e cabelos curtos. Durante toda a década Chanel lançou uma nova moda após a outra, sempre com muito sucesso.Outro nome importante foi Jean Patou, estilista francês que se destacou na linha "sportswear", criando coleções inteiras para a estrela do tênis Suzanne Lenglen, que as usava dentro e fora das quadras. Suas roupas de banho também revolucionaram a moda praia.
Patou também criava roupas para atrizes famosas.Os anos 20, em estilo art-déco, começou trazendo a arte construtivista - preocupada com a funcionalidade, além de lançamentos literários inovadores, como "Ulisses", de James Joyce. É o momento também de Scott Fitzgerald, o grande sucesso literário da época, com o seu "Contos da Era do Jazz".
No Brasil, em 1922, a Semana de Arte Moderna, realizada por intelectuais, como Mário de Andrade e Tarsila do Amaral, levou ao Teatro Municipal de São Paulo artistas plásticos, arquitetos, escritores, compositores e intérpretes para mostrar seus trabalhos, os quais foram recebidos, ao mesmo tempo, debaixo de palmas e vaias. A Semana de Arte Moderna foi o grande acontecimento cultural do período, que lançou as bases para a busca de uma forma de expressão tipicamente brasileira, que começou a surgir nos anos 30.Croqui publicado na "Folha da Noite", em 7 de maio de 1925 Em 1925, pela primeira vez, os surrealistas mostraram seus trabalhos em Paris. Entre os artistas estavam Joan Miró e Pablo Picasso.Foi a era das inovações tecnológicas, da eletricidade, da modernização das fábricas, do rádio e do início do cinema falado, que criaram, principalmente nos Estados Unidos, um clima de prosperidade sem precendentes, constituindo um dos pilares do chamado "american way of life" (o estilo de vida americano).Toda a euforia dos "felizes anos 20" acabou no dia 29 de outubro de 1929, quando a Bolsa de Valores de Nova York registrou a maior baixa de sua história. De um dia para o outro, os investidores perderam tudo, afetando toda a economia dos Estados Unidos, e, consequentemente, o resto do mundo. Os anos seguintes ficaram conhecidos como a Grande Depressão, marcados por falências, desemprego e desespero.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Paisagens surreais nem parecem de verdade



   No parque geológico de Zhangye Danxia, na província chinesa de Gansu Province, as pedras exibem cores nada comuns. Eles são resultado de 24 milhões de anos de formação rochosa e depósitos minerais. Parece até um bolo de camadas coloridas, resultado parecido com o que pode ser visto nas montanhas do Himalaia. Vento e chuva ajudaram a esculpir esta paisagem ao longo dos milhões de anos.

 Túnel do amor: este corredor longo e cheio de plantas parece um portal para outro mundo. Localizado próximo à cidade de Kleven, na Ucrânia, provê passagem para um trem privado que leva passageiros a uma fábrica local. Com quase três quilômetros, o caminho é popular entre amantes

 Mulher caminha por uma floresta de bambu no templo Adashino-nenbutsu-ji, em Kyoto, no Japão

 Árvores dragoeiros parecem grandes cogumelos. Esta paisagem fica na Ilha de Socotorá, no mar árabe

 Estes são os campos de Shibazakura, que ficam assim na primavera. Eles ficam no parque Takinoue, em Hokkaido, Japão

                                                            Como uma floresta de colunas enfeitada com pinheiros, os mais de três mil picos ficam nas montanhas Tianzi em Wulingyuan, na China

 Flores parecem fogos de artificio nesta árvore no parque das flores de Ashikaga, em Tochigi, Japão

   No verão, a maioria das águas no lago Spotted, na Columbia Britânica, Canadá, evapora, fazendo com que minerais cristalizados fiquem depositados em formatos de cristais coloridos. O local era sagrado para o povo nativo Okanagan

    A Praia Vermelha, localizada no delta do rio Liao He, fica a 30 km da cidade de Panjin, na China. Sua coloração exuberante é resultado da erva marinha que floresce na região

 Como esmeraldas espalhadas pelo mar azul do Pacífico, mais de 300 ilhotas compõem as Ilhas Rochosas, parte do arquipélago de Palau

 Luz do sol entra no Cânion Antelope, na terra Navajo perto de Page, Arizona (EUA)

    O Monte Roraima fica no Parque Nacional de Canaima, na Venezuela. De tão alto, ele parece estar ‘boiando’ num mar de nuvens

 Preikestolen (ou Púlpito de Rocha), perto de Forsand, na Noruega, é uma falésia que oferece queda livre de 604 metros sobre o Fiorde de Lyse

 Nas Filipinas, é possível encontrar as ‘Colinas do Chocolate’. São 1.268 montanhas em formas cônicas com tamanhos parecidos que ocupam uma área de 50 km². Na época de seca, as gramas que cobrem as colinas ficam secas e marrons, provendo o aspecto que batizou esta paisagem

    O Lago Mono é alcalino e salgado no estado da Califórnia, EUA. A composição da água foi responsável pela formação de rochas de formato incomum.

 Localizado numa terra privada no deserto da Pedra Preta, em Nevada (EUA), este geiser é o encontro entre a natureza e a interferência humana. A formação se deu a partir de uma fonte geothermal, que destruiu um muro

     A ilha de Galesnjak, na Croácia, também é conhecida como a Ilha do Amor

 Durante a temporada de chuvas de fevereiro, Salar De Uyuni, o maior deserto de sal do mundo, fica saturado de sal, refletindo claramente o céu

 
Narcisos brilham como lanternas na Floresta Negra, na Alemanha
 

Fotógrafo cria paisagens com comida

                                                             Estas paisagens parecem verdadeiras, mas um olhar mais atento nota que são feitas de comida. Este é o projeto do fotógrafo Carl Warner, que recriou tudo em seu estúdio em Londres. Aqui, temos 'Ilha de salsões'.
 
                                                                As cenas são fotografadas em camadas com o céu ao fundo, já que o processo tem de ser rápido pela perenidade dos alimentos. Depois, os elementos são unidos digitalmente.. Aqui, temos a 'grande muralha de abacaxi'

 
Cada imagem leva dois ou três dias para ser fotografada e, depois, consome mais alguns dias na pós-produção. Aqui, temos a foto 'Montanhas de Parmesão'

                                                                      'O Taj Mahal de cebola'   

      'Castelo de chocolate branco'

     'Horizonte de Londres'

Breadford & Cheesedale

                                                                Rua de Paris       

    "Edible Arrangements Cottage"

     'Casa de doces'

                                      'Rio de framboesa'        

 

História da moda: Anos 30 - Época de Crise

Após uma década de euforia, a alegria dos "anos loucos" chegou ao fim com a crise de 1929. A queda da Bolsa de Valores de Nova York provocou uma crise econômica mundial sem precedentes. Milionários ficaram pobres de um dia para o outro, bancos e empresas faliram e milhões de pessoas perderam seus empregos.
Em geral, os períodos de crises não são caracterizados por ousadias na forma de se vestir. Diferentemente dos anos 20, que havia destruído as formas femininas, os 30 redescobriram as formas do corpo da mulher através de uma elegância refinada, sem grandes ousadias.
As saias ficaram longas e os cabelos começaram a crescer. Os vestidos eram justos e retos, além de possuírem uma pequena capa ou um bolero, também bastante usado na época. Em tempos de crise, materiais mais baratos passaram a ser usados em vestidos de noite, como o algodão e a casimira.
O corte enviesado e os decotes profundos nas costas dos vestidos de noite marcaram os anos 30, que elegeram as costas femininas como o novo foco de atenção. Alguns pesquisadores acreditam que foi a evolução dos trajes de banho a grande inspiração para tais roupas decotadas.
Modelos de Chantal publicados na "Folha da Manhã", em 7 de maio de 1933 A moda dos anos 30 descobriu o esporte, a vida ao ar livre e os banhos de sol. Os mais abastados procuravam lugares à beira-mar para passar períodos de férias. Seguindo as exigências das atividades esportivas, os saiotes de praia diminuíram, as cavas aumentaram e os decotes chegaram até a cintura, assim como alguns modelos de vestidos de noite.
A mulher dessa época devia ser magra, bronzeada e esportiva, o modelo de beleza da atriz
Greta Garbo. Seu visual sofisticado, com sobrancelhas e pálpebras marcadas com lápis e pó de arroz bem claro, foi também muito imitado pelas mulheres.
Aliás, o cinema foi o grande referencial de disseminação dos novos costumes. Hollywood, através de suas estrelas, como Katharine Hepburn e Marlene Dietrich, e de estilistas, como Edith Head e Gilbert Adrian, influenciaram milhares de pessoas.
Alguns modelos novos de roupas surgiram com a popularização da prática de esportes, como o short, que surgiu a partir do uso da bicicleta. Os estilistas também criaram pareôs estampados, maiôs e suéteres. Um acessório que se tornou moda nos anos 30 foram os óculos escuros. Eles eram muito usados pelos astros do cinema e da música.
Modelos publicados na "Folha da Noite", em 15 de janeiro de 1936Em 1935, um dos principais criadores de sapatos, o italiano Salvatore Ferragamo, lançou sua marca, que viria se transformar em um dos impérios do luxo italiano. Com a crise na Europa, Ferragamo começou a usar materiais mais baratos, como o cânhamo, a palha e os primeiros materiais sintéticos. Sua principal invenção foi a palmilha compensada.Gabrielle Chanel continuava sendo sucesso, assim como Madeleine Vionnet e Jeanne Lanvin. A surpreendente italiana Elsa Schiaparelli iniciou uma série de ousadias em suas criações, inspiradas no surrealismo. Outro destaque é Mainbocher, o primeiro estilista americano a fazer sucesso em Paris. Seus modelos, em geral, eram sérios e elegantes, inspirados no corte enviesado de Vionnet.
Assim como o corpo feminino voltou a ser valorizado, os seios também voltaram a ter forma. A mulher então recorreu ao sutiã e a um tipo de cinta ou espartilho flexível. As formas eram marcadas, porém naturais.
Seguindo a linha clássica, tudo o que era simples e harmonioso passou a ser valorizado, sempre de forma natural. Os móveis de Jean-Michel Frank e André Arbus traduziam esse neoclassicismo, o auge do gosto pela vida e sua arte. Além disso, o estilo art-déco e a aerodinâmica norte-americana dominaram a década de 30.
Modelos publicados na "Folha da Noite", em 11 de janeiro de 1936O surgimento de novos materiais, como a baquelita, uma espécie de plástico maleável, aliada ao novo conceito de modernidade, relacionada à aerodinâmica, fez surgir um novo design, aplicado a vários objetos e eletrodomésticos. A baquelita também foi amplamente utilizada para a fabricação de jóias leves, inspiradas em temas do momento.
Raymond Loewy foi um dos designers mais bem-sucedidos dos Estados Unidos. Ele foi responsável pela remodelagem de diversos produtos, como a embalagem dos cigarros Lucky Strike e o logotipo da Shell.
Alvar Aalto e Marcel Breuer foram outros importantes nomes do design da década de 30. Eles fizeram experiências com novas formas de madeira processada industrialmente, como a compensada.
Nessa época, o termo prêt-à-porter ainda não era usado, mas os passos para o seu surgimento eram dados pela butique, palavra então muito utilizada que significava "já pronto". Nas butiques surgiram os primeiros produtos em série assinados pelas grandes maisons.
No final dos anos 30, com a aproximação da Segunda Guerra Mundial, que estourou na Europa em 1939, as roupas já apresentavam uma linha militar, assim como algumas peças já se preparavam para dias difíceis, como as saias, que já vinham com uma abertura lateral, para facilitar o uso de bicicletas.
Muitos estilistas fecharam suas maisons ou se mudaram da França para outros países. A guerra viria transformar a forma de se vestir e o comportamento de uma época.

História da moda: Anos 40 - A moda e a Guerra

Em 1940, a Segunda Guerra Mundial já havia começado na Europa. A cidade de Paris, ocupada pelos alemães em junho do mesmo ano, já não contava com todos os grandes nomes da alta-costura e suas maisons. Muitos estilistas se mudaram, fecharam suas casas ou mesmo as levaram para outros países.A Alemanha ainda tentou destruir a indústria francesa de costura, levando as maisons parisienses para Berlim e Viena, mas não teve êxito. O estilista francês Lucien Lelong, então presidente da câmara sindical, teve um papel importante nesse período ao preparar um relatório defendendo a permanência das maisons no país. Durante a guerra, 92 ateliês continuaram abertos em Paris.Apesar das regras de racionamento, impostas pelo governo, que também limitava a quantidade de tecidos que se podia comprar e utilizar na fabricação das roupas, a moda sobreviveu à guerra.
A silhueta do final dos anos 30, em estilo militar, perdurou até o final dos conflitos. A mulher francesa era magra e as suas roupas e sapatos ficaram mais pesados e sérios. A escassez de tecidos fez com que as mulheres tivessem de reformar suas roupas e utilizar materiais alternativos na época, como a viscose, o raiom e as fibras sintéticas. Mesmo depois da guerra, essas habilidades continuaram sendo muito importantes para a consumidora média que queria estar na moda, mas não tinha recursos para isso.
Modelos publicados na "Folha da Manhã", em 7 de outubro de 1945Na Grã-Bretanha, o "Fashion Group of Great Britain", comandado por Molyneux, criou 32 peças de vestuário para serem produzidas em massa. A intenção era criar roupas mais atraentes, apesar das restrições.O corte era reto e masculino, ainda em estilo militar. As jaquetas e abrigos tinham ombros acolchoados angulosos e cinturões. Os tecidos eram pesados e resistentes, como o "tweed", muito usado na época. As saias eram mais curtas, com pregas finas ou franzidas. As calças compridas se tornaram práticas e os vestidos, que imitavam uma saia com casaco, eram populares.O náilon e a seda estavam em falta, fazendo com que as meias finas desaparecessem do mercado. Elas foram trocadas pelas meias soquetes ou pelas pernas nuas, muitas vezes com uma pintura falsa na parte de trás, imitando as costuras.Os cabelos das mulheres estavam mais longos que os dos anos 30. Com a dificuldade em encontrar cabeleireiros, os grampos eram usados para prendê-los e formar cachos. Os lenços também foram muitos usados nessa época.A maquilagem era improvisada com elementos caseiros. Alguns fabricantes apenas recarregavam as embalagens de batom, já que o metal estava sendo utilizado na indústria bélica. Modelos publicados na "Folha da Manhã", em 17 de setembro de 1944 A simplicidade a que a mulher estava submetida talvez tenha despertado seu interesse pelos chapéus, que eram muito criativos. Nesse período surgiram muitos modelos e adornos. Alguns eram grandes, com flores e véus; e outros, menores, de feltro, em estilo militar. Durante a guerra, a alta-costura ficou restrita às mulheres dos comandantes alemães, dos embaixadores em exercício e àquelas que de alguma forma podiam frequentar os salões das grandes maisons. Alguns estilistas abriram novos ateliês em Paris durante a guerra, como Jacques Fath (1912-1954) - que se tornaria muito popular nos Estados Unidos após a guerra -, Nina Ricci (1883-1970) e Marcel Rochas (1902-1955), um dos primeiros a colocar bolsos em saias. Alix Grès (1903-1993) chegou a ter seu ateliê fechado logo após a inauguração, em 1941, pelos alemães, por ter apresentado vestidos nas cores da bandeira francesa. Sua marca era a habilidade em drapear o jérsei de seda, com acabamento primoroso.
Outro estilista importante foi o inglês Charles James (1906-1978), que, no período de 1940 a 1947, em Nova York, criou seus mais belos modelos. Chegou a antecipar, em alguns, o que viria a ser o "New Look", de Christian Dior.
Modelos publicados na "Folha da Manhã", em 28 de agosto de 1949 Durante a guerra, o chamado "ready-to-wear" (pronto para usar), que é a forma de produzir roupas de qualidade em grande escala, realmente se desenvolveu. Através dos catálogos de venda por correspondência com os últimos modelos, os pedidos podiam ser feitos de qualquer lugar e entregues em 24 horas pelos fabricantes.
Sem dúvida, o isolamento de Paris fez com que os americanos se sentissem mais livres para inventar sua própria moda. Nesse contexto, foram criados os conjuntos, cujas peças podiam ser combinadas entre si, permitindo que as mulheres pudessem misturar as peças e criar novos modelos. A partir daí, um grupo de mulheres lançou os fundamentos do "sportswear' americano. Com isso, o "ready-to-wear", depois chamado de "prêt-à-porter" pelos franceses, que até então havia sido uma espécie de estepe para tempos difíceis, se transformou numa forma prática, moderna e elegante de se vestir. Com a falta de materiais em quase todos os setores e em todos os países envolvidos nos conflitos, novos materiais foram desenvolvidos e utilizados para a produção de objetos e móveis, como os potes flexíveis e duráveis, de polietileno, que ficaram conhecidos como Tupperware.
Com a libertação de Paris, em 1944, a alegria invadiu as ruas, assim como os ritmos do jazz e as meias de náilon americanas, trazidas pelos soldados, que levaram de volta para suas mulheres o perfume Chanel nº 5.Em 1945, foi criada uma exposição de moda, com a intenção de angariar fundos e confirmar a força e o talento da costura parisiense. Como não havia material suficiente para a produção de modelos luxuosos, a solução foi vestir pequenas bonecas, moldadas com fio de ferro e cabeças de gesso, com trajes criados por todos os grandes nomes da alta-costura francesa.Modelos publicados na "Folha da Manhã", em 28 de agosto de 1949 Importantes artistas, como Christian Bérard e Jean Cocteau participaram da produção da exposição, composta por 13 cenários e 237 bonecas, devidamente vestidas, da roupa esporte ao vestido de baile, com todos os acessórios, lingeries, chapéus, peles e sapatos, tudo feito manualmente, idênticos, em acabamento e luxo, aos de tamanho natural.No dia 27 de março de 1945, "Le Théatre de la Mode
No pós-guerra, o curso natural da moda seria a simplicidade e a praticidade, características da moda lançada por Chanel anteriormente. Entretanto, o francês Christian Dior, em sua primeira coleção, apresentada em 1947, surpreendeu a todos com suas saias rodadas e compridas, cintura fina, ombros e seios naturais, luvas e sapatos de saltos altos. O sucesso imediato do seu "New Look", como a coleção ficou conhecida, indica que as mulheres ansiavam pela volta do luxo e da sofisticação perdidos. Dior estava imortalizado com o seu "New Look" jovem e alegre. Era a visão da mulher extremamente feminina, que iria ser o padrão dos anos 50.